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miércoles, 29 de abril de 2009

Amada Ainara!

Como está sendo querida Ainara!! Por todos! Conquistou todas as pessoas que já a viram e também as que ainda estao por conhecer...todos loucos por Ainara!! Imagina eu??

Toda a família do Aitor, felizes e emocionados com nossa pequena. Sobretudo os sobrinhos.

Ekaitz está louco por ela...é um dos que mais a esperou e está ilusionado.

Iker, o sobrinho de 14 anos também se derreteu ao visitar-la no hospital. Se sorpreendia com cada detalhe.

Naroa e Amaia também. Amaia é a caçula da família e lembro bem que no último Natal ela me disse que somente ela cuidaria e brincaria com a Ainara. Os demais primos nao. Foi divertida a possessividade que ela usou naquele momento. Mas entendo que o fato dela ser a mais pequena e se desentregar do grupo de primos faz com que se sinta sozinha e está emocionada de ter uma "distraçao" nos eventos familiares. Mas o que me surpreendeu nesse dia de visita foi Naroa, que babando em cima da priminha, suspirou e disse com aqueles olhos brilhantes e expressivos que tem:

-Ai! Eu daria a minha vida por ela!!

Foi a coisa mais emocionante e inocente que eu escutei.

Amamentaçao





Um dos momentos mais emocionantes desde que a Ainara nasceu foi a amamentaçao. A primeira vez que amamentei foi um prazer indescritível. Realmente é um momento mae-filho, único e inexplicável. Um momento de uniao, de amor, de doaçao. É como se entrasse em sintonia um com o outro e a sensaçao de saber que está alimentando a um ser tao pequenino e tao seu, nos enche de orgulho.


A primeira vez que amamentei, chorei. Estavamos somente nós duas naquele quarto. Ela, como se costume, colocou a maozinha sobre o meu seio e lentamente abria os olhos e me olhava.


Aqui na Espanha, a amamentaçao materna é aconselhada por todos os médicos, mas as mulheres tem o livre-arbítrio de optar pela amamentaçao materna ou artificial. Muitas delas optan pela artificial. Muitas por ter que incorporar ao trabalho, outras porque nao querem sofrer algumas consequencias (rachaduras no seio, leite empedrado, etc) e outras simplesmente por estética, já, desde a maternidade abrem mao da amamentaçao natural. Tanto na sala de dilataçao, quanto na sala de parto e mesmo na quarto de internaçao, todos os enfermeiros e médicos me bombeavam com a pergunta, se vou ou nao "dar o peito". Se a resposta fosse nao, imediatamente me ministrariam um medicamento para evitar que o leite subisse.


Eu estava segura, ia "dar o peito" e a primeira impressao que tive realmente foi recíproca a minha expectativa: é uma uniao emocionante entre mae e filho.


Acontece que a partir do segundo dia, começaram os problemas. Meu peito rachou e além de sangrar, doía muito. O que era um prazer tornou-se um suplício. Chorava a cada mamada. Sai do hospital com a dúvida, se pedir ou nao o medicamento para cortar o leite. Decidi continuar tentando e em casa o sofrimento foi ainda maior. Além da dor, a Ainara passou a estar pendurada no meu peito por horas. Além de pedir leite a cada 30n minutos, havia mamadas em que ela estava succionando meu seio por 4 horas seguidas. Estava até preocupada de nao ter leite suficiente para amamentá-la e isso me deixaria frustrada, mas quando a levamos ao pediatra conferimos que ela ganhou mais peso do que o normal. Isso também foi uma boa notícia já que ela, no hospital, perdeu peso acima do normal, mas isso foi devido ao primeiro dia onde as "flemitas" impediam que ela mamasse bem.


Aitor e eu, depois de muito conversar, discutir, questionar e estudar, decidimos dar o leite artificial. Em conversa com a pediatra, ela nos aconselhou e nos orientou sobre a lactancia artificial de uma maneira muito aberta e natural. Tenho sobrinhos e conheço muitas crianças aqui que foram alimentadas dessa maneira e hoje sao crianças sadias, cheias de vida e normais.


As questoes que nos levaram a essa decisao foi o fato de sofrer muito com as mamadas da Ainara, a questao de que tenho que me incorporar ao trabalho o antes possível e os casos e exemplos semelhantes que conhecemos.


Doia muito amamentar, mas doeu muito deixar de fazer-lo e isso resultou em dias e noites de pranto. Para mim foi muito dolorido isso também. Perder aquele momento nosso, de amor. Apesar da dor, eu gostava de tê-la pendurada em meu peito por horas, era como uma espécie de desculpa para ela estar o tempo todo comigo. E o fato de saber que ela dependia de mim nesse sentido, me deixava inundada de alegria.

viernes, 17 de abril de 2009

11 de abril: Dia do Parto

Eu tinha medo do parto. Tentava despistar esse pensamento sempre que ele chegava, mas a verdade é que o medo estava ali. Por um lado, gostava de sentir aquele medo. Sempre sinto medo ou sofro, antecipadamente, mas quando chega o verdadeiro momento me encho de uma força que vem lá de cima. E tudo sai bem.
Tive contraçoes irregulares toda a noite, de quinta para sexta. Na sexta, ao me despertar, senti como se tivesse ficado menstruada, corri ao banho e havia sangue. Expulsei o tal de "tapón mucoso" e depois disso as contraçoes passaram a ser mais regulares e fortes. Fomos para o hospital as 11 da manha e apesar de estar já em inicio do processo, me mandaram de volta para casa. As contraçoes eram regulares mas com intervalos de 10 minutos entre uma e outra e só tinha 1 cm de dilataçao. Voltei para casa, mas já com a certeza que naquele mesmo dia voltaria para o hospital. Era só questao de esperar que as dores se fizessem mais fortes. Uma mistura de sentimentos tomou conta de mim. Emoçao, ansiedade, medo, alegria, expectativa..tantas coisas juntas que nao sei explicar. Só sei que esse conjunto de sentimentos, pouco a pouco, me transformariam em MAE.
Eram 6 da tarde quando decidimos voltar ao hospital. As contraçoes agora eram mais intensas, em intervalos de 5 minutos e com duraçao de 1 minuto cada. De acordo com a orientaçao da médica, pelos sinais, já era a hora. Me examinaram, mas a médica disse que ainda nao era o momento. Estava com dilataçao de 1,5 cm e isso significava que poderia demorar muito ainda para chegar a estar de parto. Fiquei decepcionada. Conversei com muitas mulheres anteriormente que me contaram suas experiencias de parto nesse hospital e nao sofreram quase nada, graças a injeçao epidural, e eu já estava sofrendo bastante de dor e só em pensar em voltar outra vez a casa me deixou desesperada. A médica aconselhou que eu nao fosse a casa, e sim que estivesse pelo hospital, passeando por 2 horas e logo voltaria a me examinar para ver a dilataçao. Ali fiquei, subindo e descendo escadas para exercitar e facilitar. As dores eram cada vez mais fortes e eu continuava naquela mistura de ansiedade, medo e dor.
Quando voltaram a me examinar foi terrível porque me tocaram tanto e me machucava. Eu já estava chorando entre dor e cansaço, quando a médica por fim disse que eu tinha 3 cm de dilataçao e que já iriam internar-me. Chorei, chorei muito. Agora a emoçao era mais forte e o alivio de nao voltar para casa naquela situaçao me faziam "brotar as lagrimas". Cheguei na sala de parto e ali me esperava a matrona e uma auxiliar. Ela me explicou bem como seria todo o processo de parto. Poderia levar horas, ela me disse. Isso dependeria de mim, do meu corpo e também do bebê, afinal, o parto normal é um trabalho conjunto entre mãe e filho.
O quarto era super confortável, e ali entrava matrona, enfermeiro, enfermeiras, auxiliares, ginecologista, obstreticista e todos me orientam e me acalmavam cada vez mais. Logo veio Aitor para me fazer companhia e ia revesando com minha mae. Eu seguia com as dores, até que vierem para furar a minha bolsa e a dor foi muito mais intensa. Foi horrível, mas nao demorou nada para que chegasse a anestesista com a epidural. Depois da anestesia, tudo foi muito tranquilo, pude descansar um pouco e o fato de nao sentir dor, deixavam que as horas me inundassem de uma grande espera. Eram as 12 da noite quando me anestesiaram, e de hora em hora voltavam para conferir minha dilataçao. As horas se faziam duras, principalmente para o Aitor e minha mae, que estavam bastante cansados.
As 3.30 da manha por fim alcancei os 10 cm de dilataçao. Já estava pronta para o parto, mas ainda tinha que esperar 2 horas antes de começar. Esse tempo era para ver se Ainara girava a cabeça em posiçao de saida para facilitar o momento. Duas longas horas, que nao passavam, se fizeram eternas. Eu estava ansiosa para começar e vê-la. As 5.30 da manha, entrou a matrona com a auxiliar para preparar o parto. Ainara ainda nao tinha girado a cabecinha, mas decidiram começar assim mesmo. Isso era o mais fácil, me disseram antes: era fazer força e ela sair. Sem sentir nada graças a epidural. Pensei que duraria alguns minutos, mas nao foi tao fácil como imaginei.
Eu precisava concentrar minhas forças onde ela tinha a cabecinha, mas a anestesia, entre todas suas vantagens, existe a desvantagem (que eu só conheci nesse momento) de você nao sentir essa regiao e assim dificultar a "expulsao". Fiz força, mais força, mais força e mais força. Estava exausta, sem ar, preocupada com Aitor que estava totalmente zonzo ao meu lado me vendo naquela situaçao. Força, força, força e mais força. Mais força, força, força, força. Acabou de gotear a anestesia e dentro de pouco tempo começaria a sentir dores. Pedi anestesia e a matrona disse que nao me daria pq eu precisava sentir a regiao para facilitar. Força, força, força, sem ar, exausta, choro, força, força, Aitor roxo ao meu lado, força, força. A matrona estava nervosa, impaciente, perdeu toda a delicadeza do começo. Ao final disse:
-Vamos ter que forçar o parto, já acabou o tempo.

Saiu da sala e voltou com toda uma equipe. Oito pessoas no total tomaram conta daquele pequeno quarto. A matrona diz a cirurgiã:

- Já faz 1.30h que estamos tentando a "expulsao" sendo que o maximo que ja demorei nisso foi 30 minutos.

Pediram para o Aitor sair da sala porque era traumatico assistir o parto induzido. Disseram que o chamariam assim que nascesse. Eu estava preocupada. Estaria tudo bem com Ainara? Estaria tudo bem comigo? O fato de nao deixarem o Aitor ficar, me deixou apavorada. Nao foi assim que me contaram e nao nos preparamos para complicações.
Continuei fazendo força, enquanto uma das médicas empurrava minha barriga para baixo, e a outra puxava Ainara por baixo, com um Force. Nao demorou muito e escutei um barulho e a sensaçao de que algo me escapava. Uma das médicas disse sorrindo:

- Já saiu metade!! Faz força uma vez mais e já terminamos.

Chorei. Chorei de emoção e de alívio, mas logo me recompus, pois precisava energia para aquele último esforço. Ainara nasceu.

Antes do parto, a matrona me orientou de um novo procedimento do hospital que ao nascer, colocam o bebe na barriga da mae, antes mesmo de cortar o cordao umbilical e nos deixam nesse contato corporal por 1 hora. Segundo pesquisa, esse procedimento é muito importante tanto para a mae, quanto para o bebê, psiquicamente. No meu caso, tiveram que "roubar" a Ainara por alguns minutos. Estava bastante suja e precisavam examinar-la rapidamente para certificar que estava tudo bem.

Ela chorou pela primeira vez ali naquele quarto e seu pranto parecia música para mim. Era tudo que eu desejava ouvir naquele momento para saber que estava tudo bem. Aitor entrou rapidamente, emocionado, assustado e cansado. Eu nao podia deixar de admirá-la de longe: chorando, com os olhinhos sempre fechados e as perninhas cruzadas como no primeiro ultrassom que eu fiz. Logo o enfermeiro se aproximou com ela no colo, chorando e a colocou sobre o meu peito.

Jamais esquecerei aquele momento. Ela se aproximando e quando a colocaram em cima de mim sua primeira reaçao foi girar a cabecinha, abrir os olhos e me olhar. Em seguida fechou, deixou de chorar e dormiu. Eu sei que aquele momento em que nossos olhares se fixaram por um segundo, foi algo que me fez tremer o coraçao. Sei que ela nao viu nada mais que uma sombra e que uma mae emocionada fala "abobrinha", mas eu senti que aquele olhar foi de curiosidade, ou de confirmaçao. Seja o que for, foi um momento nosso, somente meu e dela e nos entendemos a tal ponto de nao precisar traduzir ou decifrar.

Ainara nasceu dia 11 de abril de 2009, sabado de aleluia. Pesava 3,510kg e media 50,5 cm. Nasceu as 7.40 da manhã e a partir desse instante, iluminou a minha vida.

Aitor e eu nao esperávamos um parto tao difícil. Nao nos preparamos para ele também. Apesar de Aitor me admirar e dizer que me comportei como uma campeã, eu sigo pensando que ele foi o campeão. Imagino como deve ter sido duro para ele assistir tudo aquilo, com a sensibilidade que ele tem e com a impotencia de nao poder fazer nada. Quanto a mim, as dores ou angustias que senti desapareceram totalmente quando a vi pela primeira vez. Serao emoçoes que reviveremos sempre!!!!

Durante o dia, na quinta, minha mae e eu no Castillo de Butrón.

Eu, quase dando a luz, no dia em que comecei a sentir as contraçoes, pulando a cerca proibida para ver o Castillo.

Minha mae, emocionada e depois de muito chorar, prestigiando esse primeiro momento com Ainara.


Aitor, o pai babao, valente e orgulhoso. Nossa primeira foto em família, nosso primeiro momento a três. Emocionante...



Eu, totalmente emocionada, enquanto ela segurava meu dedo com aquela pequenina e forte mao.




Nao pudia deixar de olhar-la. Meu presente de Deus, minha princesa, minha querida e amada "Ainara".

Eu, esperando o grande momento. Já sobre o efeito da anestesia epidural.

miércoles, 1 de abril de 2009

28 março - Chá de bebê da Ainara

Apesar do grande atraso, fiz o chá de bebe da Ainara. Convitei toda a mulherada do orkontro e nessa tarde nos encontramos. Continuo achando que ganhei fralda para um ano, rss. Mas a Tati, mae experiente, me disse que esses grandes pacotes vao embora facilmente. Meu Deus, temos que preparar o bolso, rss.
Quero agradecer a presença de todas que aqui estiveram. Foi muito importante para mim. É muito bom saber que existem pessoas que realmente podemos contar e o fato de terem perdido um pedaço do dia, alguma delas vindo por exemplo de Guipuzcoa, outras que tiveram que deslocar-se totalmente fora de seus caminhos habituais para estar aqui, outra que me ligou depois de haver acabado de chegar de uma viagem de 12 horas de aviao e chegando em casa leu meu convite e nem sequer planejou descansar sem participar desse evento...sao pequenas atitudes que para mim tiveram seu significado e por essa razao estou totalmente agradecida.
Vocês estiveram aqui e fizeram da minha tarde muito divertida. Fizeram desse momento um acontecimento e espero poder dividir mais instantes como este.